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Em Abidjan espera-se a capitulação de Gbagbo

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Em Abidjan espera-se a capitulação de Gbagbo

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Laurent Gbagbo terá concordado em abandonar o poder e a Costa do Marfim, mas insiste em várias questões relacionadas com a sua segurança pessoal.

De acordo com uma fonte da ONU, o ainda presidente marfinense exige proteção das Nações Unidas para abandonar o país. Morrer não é o seu objetivo:

“Eu não sou um kamikaze. Eu gosto da vida. A minha voz não é a voz de um mártire, não. Não procuro a morte, esse não é o meu objetivo, morrer”.

Ele próprio, numa outra conversa telefónica que manteve na tarde desta terça-feira com o presidente da Mauritânia, terá declarado a sua vontade de abandonar o poder.

O presidente da Mauritânia disse que não se tratou de uma declaração de capitulação, mas antes, da confissão de um estado de alma.

A proposta que serviu de base ao início destas negociações foi elaborada pela União Africana.

A meio da tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Allan Juppé, garantiu que a saída de Gbagbo estaria imimente.

Nas negociações para a sua rendição, Laurent Gbagbo fez-se representar por dois generais da sua confiança.

Desde o princípio da tarde que não há combates, depois do cessar-fogo anunciado pelas tropas fiéis a Gbagbo.

Mas os jornalistas presentes em Abidjan dizem que continuam a ouvir-se tiros avulsos, disparados por grupos de jovens.

As eleições efectuaram-se a 28 de Novembro, de 2010. Gbagbo teve 45.9 por cento dos votos e Ouattara 54.1, resultado que Gbagbo nunca reconheceu.