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Japão: detetado iodo radioativo cinco milhões de vezes superior ao limite

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Japão: detetado iodo radioativo cinco milhões de vezes superior ao limite

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Após 25 dias de luta para evitar a fusão nuclear nos reatores de Fukushima, a poluição ambiental agrava-se e a ameaça de um acidente de maiores dimensões não está de todo afastada.

Análises da água do mar junto à central mostram que o nível de iodo radioativo é cinco milhões de vezes superior ao limite e o césio-137 é de mais de um milhão.

O governo nipónico admitiu que 60 mil toneladas de água inundam a central. A operadora da instalação – TEPCO – começou a verter para o oceano água pouco contaminada para, depois, armazenar a que é altamente radioativa.

Quais serão as consequências para a vida marinha? Os japoneses são grandes consumidores de frutos do mar e a estão preocupados. O governo prometeu reforçar as inspeções e fixou novas taxas limite de radioatividade para os peixes e crustáceos.

Yoshiaki Saito está preocupado com as vendas. Diz que “é assustador” mas que “se o governo indicar o que é seguro, os vendedores e consumidores vão sentir-se melhor ao comer peixe”.

A operadora da central de Fukushima registou hoje a maior queda dos últimos 60 anos. Segundo a OCDE, o crescimento do Japão vai recuar até 1,4 por cento nos próximos dois trimestres. Os economistas preveem uma recuperação a partir de julho.