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Saleh empurrado para o diálogo face a violência no Iémen

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Saleh empurrado para o diálogo face a violência no Iémen

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A violência continuada no Iémen está a isolar cada vez mais o presidente Ali Abdallah Saleh, forçado ao diálogo.

Na capital, Saná, confrontos entre adversários e apoiantes do chefe de Estado fizeram pelo menos cinco mortos, entre os quais dois militares dissidentes que se aliaram ao movimento de contestação.

Na segunda-feira, 17 pessoas perderam a vida na cidade de Taiz e outras duas em Hudaida.

Em Saná, um manifestante diz que “participava numa marcha pacífica, que foi atacada com armas de fogo”, mostrando alguns dos cartuchos vazios.

Outro afirma que os partidários de Saleh estão a usar “munições reais”.

Os confrontos fizeram também centenas de feridos.

Face ao recrudescimento da violência, a oposição diz-se disposta a dialogar sob a égide do Conselho de Cooperação do Golfo – organismo que agrupa a Arábia Saudita, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos, Omã, o Qatar e o Kuwait.

Depois de recusar o plano de transição oferecido pela oposição, Saleh disse agora estar aberto à mediação dos países do Golfo, quando crescem os sinais de que o antigo aliado na luta contra o terrorismo terá perdido o apoio dos Estados Unidos.