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EUA: impasse no orçamento pode paralisar serviços estatais

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EUA: impasse no orçamento pode paralisar serviços estatais

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A administração de Barack Obama tem até sexta-feira para chegar a um consenso com os republicanos sobre o orçamento deste ano.

Caso contrário, o executivo deixará de poder pagar os salários de centenas de milhares de funcionários públicos e milhões de turistas vão deparar-se com os museus fechados. Apenas os serviços ligados à segurança continuariam a funcionar.

O presidente norte-americano alertou, na terça-feira, que a falta de acordo seria “injustificável”.

Barack Obama defendeu que não se deve ter uma visão limitada porque o argumento “eu tenho de ter 110 por cento do que quero ou então fecho o governo”, vai levar a que não se faça nada este ano e o povo americano é quem vai pagar. Obama insistiu que “ninguém consegue o que quer a 100 por cento” e que os democratas já cederam.

Os democratas propõem 33 mil milhões de dólares de cortes suplementares este ano, os republicanos exigem quase o dobro.

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boenher, disse que não vai deixar que a Câmara fique entre a espada e a parede ao ter de escolher entre “duas más opções”, ou seja, entre um orçamento sem reais cortes na despesa ou uma paralisia do governo devido à falta de ação do Senado.

A dificuldade em aprovar o orçamento é o pontapé de saída da corrida presidencial de 2012, numa altura em que Obama apresentou a recandidatura. Mas uma paralisia dos serviços estatais também se pode virar contra os republicanos, como aconteceu durante a presidência de Bill Clinton.

Em 1995-96, houve uma paralisia parcial da administração. Mas o impasse das negociações acabou por prejudicar os republicanos e, segundo alguns analistas, contribuir para a reeleição de Clinton, em 1996.