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Gbagbo afirma estar a negociar "cessar-fogo" mas não capitulação

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Gbagbo afirma estar a negociar "cessar-fogo" mas não capitulação

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Laurent Gbagbo recusa-se a abandonar o poder e a reconhecer a vitória do presidente eleito em Novembro, Alassane Ouattara.

O ex-presidente da Costa do Marfim afirmou ontem que não está a negociar a sua capitulação mas um “cessar-fogo”, tendo apelado a uma nova ronda de discussões com o seu adversário para resolver o conflito que dura há quatro meses.

Uma posição rejeitada pela ONU e pela França. Para o responsável da diplomacia francesa, “Gbagbo tem de aceitar a realidade o mais rapidamente possível, que está isolado e que Alassane Ouattara é o único presidente legítimo e legal do país”.

Desde o início da semana que as forças leais a Ouattara ocupam a cidade de Abidjan depois de uma ofensiva relâmpago para depôr Gbagbo.

O ex-chefe de Estado, refugiado num “bunker” do palácio presidencial, resiste à pressão da ONU para assinar um documento em que reconhece a sua rendição.

Um conselheiro de Gbagbo afirma, “porque é que tem de render-se e a quem? Gbagbo é o presidente de um país atacado pela França que desde segunda-feira bombardeou várias instalações civis e militares estratégicas. Um capitão nunca abandona o navio em plena tempestade”.

Abidjan esteve esta noite sob recolher obrigatório depois das forças de Gbagbo terem apelado a um cessar-fogo. As tropas francesas em conjunto com a ONU tinham atacado várias instalações militares, com o objetivo de proteger a população civil.