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Gbagbo resiste a nova ofensiva militar

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Gbagbo resiste a nova ofensiva militar

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Depois de um dia sem combates e com a expectativa de uma rendição, Laurent Gbagbo continua a recusar a renúncia e resiste dentro do seu palácio, apesar do fogo intenso, das tropas de Ouattara.
 
A Costa do Marfim continua assim, sem solução política.
 
Depois de um dia de intenças negociações e quando tudo parecia caminhar para um fim político, voltou a violência militar, com custos humanitários enormes.
 
Há quase 100 mil pessoas a caminho da fronteira com a Libéria e mais de um milhão de deslocados.
 
De acordo com informações veiculadas por fontes da ONU, no plano político, só faltava que Gbagbo reconhecesse a sua derrota, nas eleições de 28 de Novembro.
 
Depois, ele exigia a protecção das Nações Unidas, para si e para a sua família, no momento em que abandonasse a Costa do Marfim.
 
Numa conversa telefónica, com o presidente da Mauritânia, terá também confessado a sua vontade de abandonar o poder.
 
Este cenário que apontava para uma solução rápida sofreu qualquer revés e Gbagbo continua a resistir.
  
Ouattara, que tem nove mil homens armados em Abidjan, diz que não quer matar Gbabgbo, mas antes, capturá-lo vivo, para o entregar à justiça.