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Líbia: chefe dos rebeldes denuncia lentidão da NATO

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Líbia: chefe dos rebeldes denuncia lentidão da NATO

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O chefe militar das forças rebeldes na Líbia acusa a NATO de agir demasiado devagar e “deixar morrer os habitantes de Misrata”, terceira cidade do país bombardeada pelas tropas de Muammar Kadhafi há mais de um mês.

O general dissidente e ex-ministro do Interior ameaça recorrer ao Conselho de Segurança da ONU.

Numa conferência de imprensa na cidade de Bengasi, bastião da revolução, Abdel Fattah Younes afirmou que “a NATO não fez o necessário. Se quisesse libertar Misrata, já o teria feito. Se a NATO esperar mais uma semana, será o fim de Misrata e não haverá mais civis. Todos os habitantes morrerão e a comunidade internacional irá carregar a responsabilidade por esse crime”.

Um porta-voz dos rebeldes disse que, só esta terça-feira, as forças leais a Kadhafi bombardearam durante sete horas a terceira maior cidade do país, 220 quilómetros a Leste da capital, Tripoli.

As declarações rebeldes surgem poucas horas depois da Aliança Atlântica, que assumiu o controlo das operações internacionais a 31 de Março, ter definido a proteção de Misrata como “prioridade número um”.