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Ouattara quer Gbagbo vivo

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Ouattara quer Gbagbo vivo

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Foram momentos de guerra intensa, esta manhã, com as pessoas à procura de refúgio.

Há um milhão de deslocados e 100 mil marfinenses já abandonaram o país.

A chegada das tropas de Alassane Ouatarra a Abidjan intensificou os combates que estão suspensos, desde meio da tarde desta quarta-feira.

São agora nove mil efectivos leais a Ouattara, à espera que Gbagbo e o seu exército se rendam.

Desde segunda-feira, que havia esperanças de uma solução política que, no entanto, está a tardar.

Ouattara quer apanhar o rival vivo e sujeitá-lo à justiiça.

A portavoz de Ouattara diz que o presidente eleito não quer que, no seu mandato, alguém goze de impunidade:

“É verdade que Alassane Ouattara pediu para o senhor Gbagbo ser preso vivo. Mas, ao mesmo tempo, ele é contra a impunidade. Ele disse que não quer impunidade no seu mandato e todo aquele que cometa atos violentos será preso, julgado e punido”.

Pode estar aqui a chave para tanta resistência. Gbagbo não deve querer sujeitar-se à justiça. E essa será a vontade do rival.

As tropas das Nações Unidas, que há dois dias pediram o reforço dos efectivos franceses, mantiveram-se afastadas da zona de combates, situada no bairro onde está a residência presidencial.

Laurent Gbagbo já não conta com a fidelidade de muitos comandos miliatres. E portanto, a sua resistênica poderá não durar muito mais tempo.