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Agrava-se crise humanitária na Costa do Marfim

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Agrava-se crise humanitária na Costa do Marfim

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Depois de quatro meses de instabilidade política, com muita guerra à mistura, a crise humanitária, na Costa do Marfim, era inevitável.

A população tem-se preocupado mais em defender a sua própria vida que em procurar bens essenciais. Até atingir estados intoleráveis de necessidade.

Um morador de Abidjan fez o relato dessas necessidades, numa entrevista telefónia, à euronews. A primeira necessidade é, obviamente, a água:

“Há, certamente, uma crise humanitária, as pessoas levantam-se cedo, de manhã, para circular. Passeiam-se com bidões, para procurar água. Isto não é fácil, não é nada fácil.

Dizem-nos que vamos ter água rapidamente, mas há quatro dias que não a temos. Felizmente, não trazemos as crianças connosco.

Podemos evacuá-las, podem ser evacuadas. Só há adultos.Gerimos isto, bocado a bocado. Não se toma banho. Evita-se desperdiçar água. Vamos procurá-la… há nascentes de água. Frequentemente, há pessoas que têm bombas e que tiram água. Esperamos.

Queremos ser evacuados, mas não se sabe quando. Chamamos as forças francesas, mas elas não passam, não têm gente. Estou surpreendido porque você conseguiu contatar-nos, estou realmente surpreendido, porque não temos rede telefónica, nem Internet, nem conexão… Esperamos. Temos muitos outros amigos que querem sair daqui. Não se sabe, não se sabe se esta crise vai realmente degradar-se… Pode ser que venha a haver pilhagens para as pessoas se poderem nutrir”.