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China acusa artista Ai Weiwei de "crimes económicos"

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China acusa artista Ai Weiwei de "crimes económicos"

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O artista chinês Ai Weiwei afirma-se alvo de uma “caça às bruxas”.

Pequim afirmou hoje que vai julgar o também ativista político por alegados crimes económicos, condenando qualquer interferência internacional no processo.

Weiwei tinha sido detido pelas autoridades no domingo, quando embarcava num avião em Pequim com destino a Hong Kong.

Desde então que se encontra incomunicado. A família acusou o governo chinês de abrir uma caça às bruxas contra o ativista, que participou na concepção do estádio de Pequim construído para os jogos olímpicos.

Para o advogado do artista, “a detenção de Weiwei revela apenas a forma como o governo não sabe gerir as espetativas da sociedade e as personalidades liberais e independentes deste país. Pequim deu um tiro no pé ao atacar-se a uma personalidade respeitada do nosso país”.

A detenção de Weiwei arrisca-se a inflamar as relações com os Estados Unidos. O embaixador norte-americano demissionário em Berlim condenou a detenção e exigiu a libertação imediata do artista.

Um apelo repetido por várias organizações dos direitos do homem que denunciam a pressão do governo contra ativistas e opositores.