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Japoneses vão às urnas num país devastado

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Japoneses vão às urnas num país devastado

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O primeiro-ministro japonês pode ter de lidar, a partir de hoje, com uma nova crise, desta vez política.

As eleições locais deste domingo prometem aumentar a pressão sobre Naoto Kan, a braços com uma das mais baixas taxas de popularidade.

Os analistas acreditam que o partido Democrático vai ser, fortemente, penalizado devido à forma como o chefe de governo está a lidar com a catástrofe que se abateu sobre o país.

O primeiro-ministro deslocou-se, hoje, pela segunda vez às zonas sinistradas. No porto de Ishinomaki prometeu construir um novo futuro.

Um futuro que muitos querem sem energia nuclear.

Que o digam as famílias obrigadas a abandonar as habitações devido às fugas radioativas na central de Fukushima.

“Espero que possamos resolver os problemas nucleares o quanto antes. Não sei quando poderemos voltar a casa, mas espero que um dia isso aconteça” afirma um japonês.

Este domingo, a família Tsunakawa voltou a casa, situada a 30 quilómetros da central, para recolher alguns pertences e os animais.

Muitos sobreviventes do sismo e do tsunami começaram, entretanto, a mudar-se para os abrigos temporários construídos na prefeitura de Iwate.