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França: protestos contra "lei antiburqa"

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França: protestos contra "lei antiburqa"

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A entrada em vigor da lei que proíbe o uso do véu islâmico integral em espaços públicos foi marcada por uma manifestação em Paris. De rosto coberto, houve quem desse a cara pelas duas mil mulheres que usam burqa e niqab em França.

A polícia admitiu ter detido três mulheres – não por terem o rosto tapado mas por participarem num protesto não autorizado.

“É um ataque à minha liberdade de consciência, de religião e de mulher”, diz uma das manifestantes.

“Na rua somos livres de praticar a religião como entendermos, é a base da democracia”, acrescenta outra.

A lei proíbe o uso da burqa, que cobre todo o corpo, e do niqab, que deixa apenas os olhos a descoberto. Só é permitido o uso do hijab, o véu que não cobre o rosto.

A infração é punida com uma multa de 150 euros e um estágio de cidadania. Se alguém obrigar a mulher a usar o véu arrisca-se a um ano de prisão e a uma multa que pode ir dos 30 mil aos 60 mil euros.

A proibição aplica-se aos espaços públicos, incluindo às estações de comboio. Algo que não dissuadiu Kenza Drider, de 32 anos, de viajar com o niqab, esta manhã, no TGV. Kenza avisa que pagará se for multada, mas promete recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em nome da sua liberdade.

A França é o primeiro país europeu a aplicar a proibição do véu islâmico integral nos espaços públicos.