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Japão vive outro sismo um mês depois da grande tragédia

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Japão vive outro sismo um mês depois da grande tragédia

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Um mês após o violento sismo e tsunami que fez dezenas de milhar de vítimas, o Japão volta a ser abanado por um abalo sísmico de 7,1 graus na escala de Richter, que matou pelo menos uma pessoa e deixou 220 mil casas sem eletricidade.

O epicentro ocorreu a 88 quilómetros da zona nuclear crítica de Fukushima Daichi.

Hoje também foi registado em todo o país um minuto de silêncio, em memória das vítimas, à hora em que, no dia 11 de março, a terra começou a tremer.

O abalo de 9,1 graus na escala de Richter, com epicentro no mar, provocou um tsunami que arrasou centenas de quilómetros na zona costeira do norte do Japão.

25 mil pessoas perderam a vida, várias centenas de milhar ficaram desalojadas e perderam tudo. Há cerca de 14 mil pessoas ainda desaparecidas. 600 elementos da força de auto-defesa continuam as buscas para encontrar os corpos.

O país foi obrigado a organizar centenas de centros de acolhimento. As salas de desporto e de concerto transformaram-se em residência para milhares de pessoas que só têm um desejo, voltar a casa:

“Já estou a viver aqui há um mês, e o stress está a atingir o limite. Quero sair daqui o mais depressa possível para uma casa, mesmo que seja uma casa pré-fabricada”, desabafa uma mulher.

Mas a tragédia trouxe desafios bem mais urgentes que o realojamento destas pessoas. Há um mês que autoridades e técnicos lutam pelo controlo da central nuclear de Fukushima que tem espalhado radiação altamente perigosa em toda a região.

Ainda hoje o governo decidiu encorajar os habitantes a deslocarem-se para locais a mais de 20 quilómetros da central, enquanto o sismo desta manhã obrigou a atrasar os trabalhos de remoção da água contaminada de um dos reatores.