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Fukushima atinge nível 7 e iguala Chernobyl

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Fukushima atinge nível 7 e iguala Chernobyl

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Atingida por uma onda gigante a 11 de março, consequência de um maremoto, a central nuclear de Fukushima, no Japão, ficou privada do sistema de refrigeração. Uma série de falhas deu início a emissões radioativas que a empresa TEPCO, que gere a central, não consegue parar.

Nessa altura o acidente foi classificado com o nível 4, o que significa que houve uma emissão de radioactividade reduzida, com consequências locais. Pouco depois subiu para o nível 5 e esta terça-feira atingiu o nível 7, o mais elevado da Escala Internacional de Ocorrências Nucleares – o INES.

O INES mede a gravidade dos acidentes e incidentes nucleares numa escala entre 0 e 7. Cada grau adicional é multiplicado por 10. Esta escala refere-se apenas a incidentes em instalações civis.

Até esta terça-feira Chernobyl era o único incidente a ter atingido o nível mais elevado. A 26 de Abril de 1986 o reator número quatro da central nuclear ucraniana, que na altura pertencia à União Soviética, explodia lançando cerca de 200 toneladas de resíduos nucleares para a atmosfera. 135 mil pessoas tiverem de sair de suas casas e a nuvem radioativa atingiu a Europa e parte da Rússia.

Classificado com o nível cinco, para acidentes com consequências de maior alcance, a fusão parcial do reator número dois da central americana de Three Mile Island, em 1979. A nuvem radioativa atingiu uma área de 30 quilómetros quadrados. O acidente não provocou mortos mas obrigou à deslocação de 140 mil pessoas.

Ainda de nível cinco, um acidente em Goiânia, no Brasil. Quatro mortos e 240 contaminados foi o resultado de um acidente radioativo provocado pelo abandono de uma máquina de radioterapia, a 13 de setembro de 1987.

Em 1999, na central nuclear de Tokaimura, no Japão, um derramamento de urânio mata dois trabalhadores e infeta 438 pessoas. Um acidente de grau quatro, com consequências a nível local.

De nível três, o acidente em Fleurus, Bélgica, em agosto de 2008. A descarga de iodo radioativo, por um laboratório clínico de radioisótopos, desencadeou a proibição do consumo de frutas e hortaliças nas redondezas.