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Lampedusa: imigrantes revoltam-se contra repatriamento

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Lampedusa: imigrantes revoltam-se contra repatriamento

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Os imigrantes que chegaram tarde demais à ilha italiana de Lampedusa revoltam-se contra o iminente repatriamento.

Segunda-feira à tarde, os refugiados tentaram atear fogo ao centro de acolhimento para fugirem e evitarem o regresso à Tunísia.

Fazem parte dos que chegaram à ilha após cinco de abril e vão ser repatriados para Túnis, ao abrigo do acordo celebrado entre Itália e a Tunísia.

Depois de uma longa viagem, veem as portas europeias a fecharem-se e cantam ““Queremos liberdade”. “Tunísia não”, gritam outros, que descrevem que em três dias no mar viram a morte.

Desde o início de janeiro, desembarcaram em Lampedusa mais de 25 mil imigrantes. Aqueles que chegaram antes de cinco de abril vão ter vistos temporários para circularem no espaço Schengen. Uma medida que não agradou aos parceiros europeus. A França, por exemplo, promete reencaminhá-los para Itália, a Bélgica ameaça reintroduzir os controlos na fronteira.

Muitos ignoram, por enquanto, as ameaças. É o caso deste homem, que diz querer “partir para a França, a Alemanha, a Espanha, qualquer país menos a Itália e a Tunísia”, que acusa de tratarem mal os imigrantes. Afinal – conclui – não fazem nada de mal, são homens como os outros.

E como muitos outros querem tentar uma vida melhor… Nos bastidores, a Itália aponta o dedo à falta de solidariedade dos 27 e questiona-se sobre o sentido de permanecer na União Europeia.