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Líbia: rebeldes rejeitam proposta de paz da UA

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Líbia: rebeldes rejeitam proposta de paz da UA

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Os rebeldes líbios rejeitaram a proposta de paz da União Africana (UA), por não prever a demissão de Kaddafi.

O chumbo do plano de mediação ocorre num momento em que os combatentes recuperam terreno a oeste, depois de tomarem a cidade de Ajdabyia, durante o fim de semana.

Tanto os rebeldes, como a NATO, descartam qualquer possibilidade de suspender a ofensiva militar sem uma proposta credível de cessar-fogo.

O líder do conselho transitório líbio, Abdel Hafiz Ghouga, declarou ontem, após reunir-se com a delegação da União Africana, em Bengasi, que rejeita a proposta de paz formulada pela organização e apoiada por Kaddafi, uma vez que, “não contempla a demissão de Kaddafi e inclui reformas que não são aceites pelo povo líbio”.

Para o filho mais velho do dirigente líbio, Saif al-Islam, que aspira a ser o eventual protagonista de uma transição política, a saída de cena dos Kaddafi continua a não ser negociável.

“Se o Ocidente quer democracia, eleições e coisas assim, nós estamos de acordo. Só têm de deixar-nos implementar o programa que anunciámos há muito tempo por iniciativa própria. Mas o Ocidente tem de garantir um clima ideal para podermos avançar”, afirmou ontem.

Tripoli tenta ganhar tempo, num momento em que a situação humanitária se agrava, em especial na cidade de Misrata, sitiada há mais de seis semanas pelas forças de Kaddafi.

A Cruz Vermelha pretende deslocar-se à cidade para assistir a população assim como milhares de imigrantes estrangeiros bloqueados no porto.

Um ministro de Kaddafi advertiu ontem que, “qualquer operação humanitária com a presença de forças estrangeiras será considerada uma declaração de guerra”.

Há notícia de novos ataques das forças de Kaddafi, esta noite, em Misrata. Os rebeldes na cidade inquietavam-se ao início da manhã, com a ausência de raides da NATO para travar os ataques das forças fiéis ao regime.