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Costa do Marfim: Ouattara quer "reconciliação" e "reconstrução"


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Costa do Marfim: Ouattara quer "reconciliação" e "reconstrução"

O caminho para a reconciliação na Costa do Marfim anuncia-se longo. O novo presidente, Alassane Ouattara, herda um país dilacerado por quatro meses de confrontos.

Ouattara anunciou que vai pedir ao Tribunal Penal Internacional uma investigação sobre os massacres ocorridos no oeste do país.

Em conferência de imprensa esta tarde, o presidente garantiu que “a crise pós-eleitoral terminou” e prometeu começar “dois grandes projetos: o da reconciliação e o da reconstrução”.

Entretanto, o porta-voz da missão das Nações Unidas declarou que o ex-presidente, Laurent Gbagbo, foi transferido para o norte do país. Muitos temem represálias e ajustes de contas. Por isso, Ouattara garante que se vai concentrar na segurança.

Em Abidjan, a prioridade é a luta contra as pilhagens e a violência. Por enquanto, os soldados franceses confiscam as armas dos combatentes fiéis a Gbagbo e, em breve, vão ajudar a patrulhar as ruas da cidade.

Depois de dez dias de batalha em Abidjan, há quem comece a abandonar o campo militar francês de Port-Bouet, que serviu refúgio a mais de 1600 cidadãos estrangeiros.

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