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Iémen: violência não faz greve em dia de greve geral

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Iémen: violência não faz greve em dia de greve geral

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No Iémen, os protestos não páram e a violência também não. Em várias cidades do país, hoje é dia de greve geral. Em Aden, no sul, morreram dois manifestantes, vítimas das balas do exército. Segundo testemunhas, os militares abriram fogo em dois bairros.

Durante a noite, os confrontos aconteceram em Amrane, 170 quilómetros a norte de Sanaa, a capital. Há registo de, pelo menos, cinco mortos, um oficial do exército e quatro polícias. É que, desta vez, o choque aconteceu entre a polícia e uma unidade do exército que se juntou ao movimento de oposição ao presidente Ali Abdallah Saleh, no poder há 32 anos.

Jovens, militares e mulheres, são cada vez mais os que se juntam aos protestos que se arrastam há dois meses. Esta terça-feira as mulheres sairam às ruas de Taiz, no sul, para exigir a queda do presidente e rejeitar a proposta de mediação por países do Golfo Pérsico.

A iniciativa apela à demissão de Saleh como parte de um acordo com a oposição. Mas não contempla uma das principais reivindicações dos manifestantes: o julgamento do presidente.