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Japão: risco nuclear para a saúde pública é baixo

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Japão: risco nuclear para a saúde pública é baixo

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A Organização Mundial de Saúde considera que as consequências do acidente nuclear no Japão continuam a ser de baixo risco para a saúde pública.

E a Agência Internacional de Energia Atómica afirma que Fukushima não tem nada a ver com Chernobyl.

O subdiretor-geral e chefe do Departamento de Segurança Nuclear da AIEA, Denis Flory declarou: “A mecânica dos acidentes é totalmente diferente. Um aconteceu quando o reator estava em funcionamento e o sistema de contenção do reator explodiu. Em Fukushima o reator foi parado, e o confinamento – mesmo que hoje possa ter alguma fuga e nós não sabemos – o confinamento está feito”.

Entretanto, as autoridades japonesas surgem nos televisores e tentam demonstrar que os produtos agrícolas se encontram em boas condições e não representam risco para a saúde dos consumidores.

Denis Flory explica: “Os resultados das análises para todas as amostras de vários vegetais, frutas, carnes variadas, marisco e leite, realizadas em oito municípios, indicaram que o iodo 131, césio 134 e césio 137 não foram detetados ou estavam abaixo do regulamentado. Valores fixados pelas autoridades japonesas.”

Por outro lado, o Japão recupera a pouco e pouco o ritmo normal de produção de peças para automóveis.

Desde o terramoto e tsunami de 11 de março, é grande a preocupação no que respeita à capacidade do país em abastecer o mercado mundial.

Fabricantes de automóveis, a nível mundial, ponderam reduzir a produção ou fechar instalações caso a falta de peças se acentue.