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Bahrein quer proibir partidos xiitas

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Bahrein quer proibir partidos xiitas

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Depois dos protestos se terem calado, a oposição no Bahrein poderá estar condenada à clandestinidade.

O regime quer proibir dois partidos da oposição xiita: o Al-Wefaq e a Ação Islâmica.

O Al-Wefaq era o único grupo da oposição no Parlamento, com 18 dos 40 assentos. Mas os deputados demitiram-se em bloco depois da repressão aos protestos de fevereiro e março.

O partido Ação Islâmica é herdeiro da Frente Islâmica de Libertação do Bahrein, acusado de ter tentado um golpe de Estado há 30 anos.

O anúncio surge cerca de duas semanas depois do regime ter suspendido o principal jornal da oposição, al-Wasat.

Há também relato da morte de quatro pessoas

nas prisões do país, desde a vaga de repressão despertada pelos protestos. A Amnistia Internacional denuncia a prisão de 400 cidadãos, sobretudo xiitas.

Os protestos contra o governo sunita calaram-se nas últimas semanas, depois da entrada no país de militares sauditas. Para virar a página, as autoridades destruíram o símbolo da revolta popular na Praça Pérola.