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BRICS contra uso da força na Líbia

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BRICS contra uso da força na Líbia

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China, África do Sul, Brasil, Índia e Rússia manifestam-se contra o uso da força na Líbia e no Médio Oriente. A posição conjunta foi aprovada na cimeira do grupo, esta quinta-feira, na ilha chinesa de Hainan.

A reunião marca a entrada oficial da África do Sul no centro emergente do poder económico mundial, que se passa a chamar BRICS. O bloco representa 43 por cento da população mundial e 18 por cento do Produto Global Bruto.

O presidente chinês, Hu Jintao, destacou que “as revoltas políticas e guerras em alguns países da Ásia ocidental e do norte de África, têm afetado a estabilidade regional”.

Por isso, o grupo concertou a posição contra o uso da força internacional na Líbia. A 17 de março, apenas a África do Sul votou a favor da resolução da ONU contra o regime de Kadhafi, os outros quatro países optaram pela abstenção.

O bloco reclamou, também, uma “maior influência e representação” das economias emergentes nas instituições financeiras e políticas internacionais. Nesse sentido, mostraram-se favoráveis a uma adesão rápida da Rússia à Organização Mundial do Comércio.

O grupo mostrou-se, também, preocupado com o grande afluxo de capitais estrangeiros, em busca de taxas de juro mais altas, responsabilizando-os pela inflação nestes países.