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Manifestações marcam assembleia-geral da BP

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Manifestações marcam assembleia-geral da BP

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Na assembleia-geral da BP, em Londres, o protagonismo foi roubado pelos manifestantes, que querem que o grupo petrolífero preste contas do desastre ecológico no Golfo do México.

Vários grupos cruzaram o Atlântico de propósito para se fazerem ouvir. Aos manifestantes vindos da região do Golfo juntaram-se grupos do Canadá, que protestam contra a atividade de extração de areias de alcatrão no país.

O balanço da catástrofe ecológica, os problemas na Rússia e as manifestações fazem subir a temperatura desta assembleia-geral: “Estes executivos andam a fazer muito dinheiro e a única maneira de os impedir de voltarem a fazer a mesma coisa é mandá-los para a prisão”, diz a ativista Diane Wilson.

A BP ainda não avaliou quanto é que a maré negra no Golfo do México vai custar, mas o custo será certamente de vários milhares de milhões de euros.

O grupo está também a passar por um mau bocado no que toca aos negócios na Rússia. O projeto de explorar uma jazida de petróleo no mar Ártico parece agora comprometido, depois dos acionistas russos da divisão local da BP, a TNK-BP, terem bloqueado o acordo milionário com a empresa russa estatal Rosneft.

É mais um assunto que dá dores de cabeça garantidas, nesta assembleia-geral, ao americano Bob Dudley, presidente da BP desde outubro do ano passado.