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Monarquia dependente de William e Kate

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Monarquia dependente de William e Kate

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A manutenção da monarquia e da família real, é um debate recorrente na Grã-Bretanha.

Numa altura em que se avizinham grandes acontecimentos, os britânicos sentem-se ligados à sua monarquia…

Isso deve-se, em especial, à personalidade e carisma de alguns membros da família real, como confirma Ingrid Seward, da revista Majesty. “Eles não têm poder. Estão lá devido à sua influência, relativa à sua popularidade. “

Quando se fala em popularidade, ninguém na família real britânica obteve mais atenção que malograda Princesa Diana.

O casamento com o Príncipe de Gales, em 1981, foi talvez o maior acontecimento que marcou, positivamente, a família real nos últimos tempos.

A boda de William pretende fazer reviver o esplendor da monarquia, depois de uma vaga de casamentos falhados.

O ano de 1992 foi particularmente difícil para a rainha Isabel II. Os três filhos mais velhos divorciaram-se e o castelo de Windsor foi devastado pelas chamas…

“Nas palavras de um dos meus correspondentes mais simpáticos, este acabou por ser um Annus Horribilis”, confirmou Isabel II.

A família real encara este casamento de Kate e William como uma redenção, por causa dos fracassos, dos últimos anos, nesta instituição sagrada que é o matrimónio. Os jovens noivos estão, por isso, sujeitos a uma forte pressão.

A jornalista Jennie Bond acredita que “a Casa de Windsor não pode ter outro casamento falhado, principalmente um tão importante como este: de um herdeiro ao trono. Este tem de resultar. Por essa razão foi dada a William a oportunidade de fazer a sua própria escolha, de refletir e de viver com esta mulher. “

São muitos os britânicos que veem William e Kate como a chave para recuperar a confiança na monarquia, contudo podem passar anos até que ele se sente no trono. De acordo com o especialista, Hugo Vickers, será Carlos a suceder à rainha.

“Há pessoas que dizem que Carlos será ultrapassado mas não, ele não será ultrapassado. E porque seria? Ele tem o direito a ser o próximo rei e, de facto, ele acederá ao trono muito mais bem preparado do que os seus antecessores,” remata.

Embora tenham de esperar cinco, dez ou mesmo vinte anos, para serem coroados, Kate e William são o futuro de uma monarquia em busca de inspiração e glamour. 74 por cento dos britânicos defendem a manutanção da monarquia após a morte de Isabel II.

Para Vickers, “o futuro da monarquia depende, em vários aspetos, deste casamento. É óbvio que um dos deveres da noiva. – além de fazer marido feliz – é dar-nos uma nova geração da Casa de Windsor, pois é assim que esta instituição se renova. “