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Argentina: ditador Bignone condenado a prisão perpétua

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Argentina: ditador Bignone condenado a prisão perpétua

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O último ditador argentino, Reynaldo Bignone foi condenado a prisão perpétua por violação dos Direitos do Homem durante o seu regime.

Bignone, de 85 anos, já tinha sido condenado, no ano passado, a 25 anos de prisão por privação ilegal de liberdade e torturas de prisioneiros políticos. Os factos remontam ao período da ditadura militar, entre 1976 e 1983.

É-lhe nomeadamente imputada a responsabilidade pelo centro clandestino de detenção do Campo de Mayo, onde foram cometidas pelo exército as maiores atrocidades.

As mães, que se encontravam na sala do tribunal, não esconderam a emoção ao conhecerem a sentença.

Para além de Bignone, foram condenados mais três chefes militares da época a prisão perpétua.

Desde que a lei da amnistia foi anulada em 2005, a justiça argentina já condenou 200 dirigentes da ditadura.

Entre mortos e desaparecidos, as organizações de defesa dos Direitos do Homem calculam que a ditadura argentina fez mais de 30 mil vítimas.