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Gotovia: da Legião Estrangeira aos Balcãs

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Gotovia: da Legião Estrangeira aos Balcãs

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O prazer de um jantar, na ilha espanhola de Tenerife, foi interrompido pelas algemas policiais e uma prisão que vinha sendo pedida, há quatro anos, pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia.

Foi em 7 de Dezembro de 2005 que a polícia espanhola capturou o general Ante Gotovia, acusado de crimes contra a humanidade, responsável pela limpeza étnica, em Krajina, quando o conflito dos Balcãs fervia, a partir de 1995.

Feito general, participou, com Ivan Cermak e Franjo Tudjman, na operação Storm. Uma limpeza étnica de sérvios, para facilitar a integração do enclave de Krajina, na Croácia.

Um saldo de terror: 300 mortos, metade deles civis e a expulsão de 200 mil sérvios.

Tem uma impressionante história de vida. Abandonou a velha Jugoslávia do marechal Tito, quando tinha apenas 16 anos. Instalou-se em França e passou pela Legião Estrangeira.

Conseguiu a nacionalidade francesa, em 1979.

Seduzido pela vida errante de mercenário, passou depois pelo Paraguai, Colômbia, Argentina e Brasil, protegido sempre por dois passaportes, o jugoslavo e o francês.

Regressou à Croácia, em 1991, e os seus feitos de guerra ainda hoje impressionam muita gente que o considera um herói nacional.