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Inflação chinesa em máximos de três anos

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Inflação chinesa em máximos de três anos

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A inflação volta a ameaçar a economia chinesa, ao mesmo tempo que o governo publica dados que mostram um crescimento económico em ligeira queda, no primeiro trimestre do ano.

O país continua a crescer a um ritmo elevado, mas agora abaixo dos dois dígitos. O ritmo anual de crescimento desceu um décimo percentual, dos 9,8% para os 9,7%.

A inflação em março atingiu um nível preocupante, 5,4%. É o valor mais alto dos últimos três anos, muito acima do nível do mês anterior.

Quanto às exportações, continuam a subir. Tiveram, em Março, um ganho anual de quase 36%.

O governo, para já, desdramatiza a gravidade desta inflação: “A economia nacional manteve um crescimento rápido e sólido, ao começar bem o ano, com bons números no primeiro trimestre. Há uma subida nos preços no consumidor, mas por enquanto ainda não se chegou ao ponto em que a situação é insustentável”, diz Sheng Laiyun, do Gabinete Nacional de Estatísticas.

Para responder à inflação, o governo de Pequim está a levar a cabo a política monetária mais apertada dos últimos tempos, com quatro aumentos consecutivos na taxa de juro e um aumento nas reservas de divisas.

Os analistas esperam que a inflação continue a crescer durante a primeira metade do ano e preveem que o governo dê mais flexibilidade à moeda nacional, o yuan.