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Finlândia: Extrema-direita em ascensão

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Finlândia: Extrema-direita em ascensão

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O carisma e a retórica populista de Timo Soini fizeram com que o partido de extrema-direita “Verdadeiros Finlandeses” se tornasse na terceira força política do país, nas legislativas de domingo.

Com um resultado histórico o partido de Soini viu aumentar o número de votos dos 4,1 por cento, em 2007, para 19 por cento em 2011.

Este domingo conquistou 39 deputados, mais 34 do que em 2007.

São muitas as explicações avançadas para justificar esta ascensão da extrema-direita na Finlândia:

A crise na democracia do país; a deceção do eleitorado e a crise económica que também aqui se faz sentir…

Outro dos temas quentes durante a campanha foi a União Europeia…

“Assistimos a muita retórica anti-União Europeia, forte e sem precedentes, durante esta campanha eleitoral. Foi uma novidade,” admitiu o analista político Taneli Heikka.

A Finlândia aderiu à União Europeia em 1995 e é o único país nórdico que adotou a moeda única. Fazendo parte do grupo dos ricos, o país apresenta um Produto Interno Bruto, per capita, de 33 618 euros, superior à média da União Europeia.

Durante a campanha o partido de Timo Soini insurgiu-se contra os planos de resgate aos países endividados da Zona Euro. Os “verdadeiros Finlandeses” mostram-se relutantes em ajudar a pagar os défices dos parceiros europeus.

Timo Soini acredita que “neste momento a União Europeia está a violar as próprias leis e a Constituição, porque proíbe operações de resgate. Isso é evidente e, agora, o problema é que não nos devemos envolver com as dívidas dos outros. O que precisamos é de uma Europa livre, em termos económicos… Não sou antieuropeu, eu só não gosto dessa linha federal a que se tem assistido, durante anos “.

Ao contrário do que acontece em outros países europeus, o Parlamento Finlandês tem o poder de decisão sobre os pedidos de resgate de ajuda financeira da União.

Bruxelas afirmou, esta segunda-feira, estar confiante de que a Finlândia irá honrar os compromissos assumidos e que os resultados destas eleições não irão ter consequências em relação à ajuda a Portugal.