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Síria: contestação persiste apesar das promessas do presidente

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Síria: contestação persiste apesar das promessas do presidente

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Milhares de pessoas voltaram a manifestar-se em várias cidades sírias, um dia depois de novas promessas do presidente Bashar Al Assad.

A oposição aproveitou a data simbólica dos 65 anos da independência do país, este domingo, para apelar a novos protestos em nome da liberdade.

Mas as manifestações voltaram a ser sinónimo de repressão. Na cidade de Talbisseh, no centro da Síria, as forças de segurança dispararam contra a multidão e fizeram entre três a quatro mortos e mais de 50 feridos, de acordo com diferentes fontes. A polícia tem outra versão e fala em duas baixas junto das forças de segurança.

Desde o início dos protestos, há um mês, morreram pelo menos 200 pessoas, segundo a Amnistia Internacional.

A contestação persiste apesar de, no sábado, o presidente Bashar al-Assad ter prometido o levantamento do estado de emergência dentro de uma semana.

No entanto, o chefe de Estado não fez nenhuma referência às reivindicações do povo, como a libertação de milhares de presos políticos, o fim do monopólio do partido único (Baas) e o desmantelamento do rigoroso sistema de segurança.