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Obama responde a corte da S&P

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Obama responde a corte da S&P

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O presidente norte-americano Barack Obama reagiu à decisão da Standard & Poors de rever em baixa as perspetivas para a dívida norte-americana a médio prazo, ao defender o atual orçamento. Obama atacou a administração Bush pelas medidas que levaram ao défice excessivo. Desde 2007, o défice norte-americano duplicou.

Diz Obama: “Tivémos um superavit em 2000. Há 11 anos. Depois disso, cortaram os impostos para todos, incluindo para os milionários e multimilionários, entrámos em duas guerras e houve ainda um programa caro de participação nos medicamentos. Nada disso foi pago e lá diz o ditado – não há almoços de graça”.

Apesar do aviso da S&P, a dívida americana continua a ter a classificação máxima, AAA. no entanto, os economistas estão preocupados com o efeito que pode ter uma degradação na maior economia do mundo: “Ninguém pode escapar aos efeitos de deterioração na situação fiscal americana. Isso não tem só a ver com os Estados Unidos, tem a ver com a economia global, porque os Estados Unidos são o núcleo da economia global”, diz Mohamed El-Erian, presidente da PIMCO.

Segundo o FMI, os Estados Unidos demoraram demasiado tempo a perceber a dimensão da dívida, com um défice se aproxima dos 11% do PIB. A Casa Branca e o Congresso continuam sem chegar a acordo sobre muitos pontos no orçamento.