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Desalojados de Fukushima criticam Governo japonês

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Desalojados de Fukushima criticam Governo japonês

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A ira marcou a visita do primeiro-ministro japonês a um centro onde se encontram os desalojados de Fukushima.

Num tom mais ou menos hostil, vários cidadãos confrontaram Naoto Kan com a forma como o Governo tem enfrentado a crise nuclear, desencadeada pelo sismo seguido de tsunami de 11 de Março.

“O primeiro-ministro deve ter mais iniciativa, exercer mais a liderança e acabar com esta situação o mais rapidamente possível, por favor. Peço-lhe do fundo do coração”, disse um cidadão, dirigindo-se ao primeiro-ministro.

As autoridades japonesas decidiram tornar a área de evacuação num raio de vinte quilómetros em redor da central nuclear de Fukushima em zona interdita.

A empresa responsável pela central divulgou vídeos gravados pelos robôs que entraram nos edifícios danificados dos reatores. A humidade impediu a realização de leituras de radiação no reator 2.

Quase todos os 80 mil residentes da zona abandonaram a área durante a evacuação de 12 de Março, mas a polícia não pôde impedir os habitantes que quiseram de regressar.

Agora, quem tentar entrar na zona interdita está sujeito a uma multa que pode chegar aos 100 mil ienes, cerca de 830 euros, e a ser detido até 30 dias.