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Líbia: dois fotojornalistas mortos em Misrata

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Líbia: dois fotojornalistas mortos em Misrata

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A oposição ao regime de Muammar Kadhafi vai contar com a ajuda de conselheiros militares franceses, italianos e britânicos. Além disso, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já terá tido o aval da NATO para intensificar os bombardeamentos na Líbia, de acordo com fontes militares.

Mas os rebeldes, cercados na cidade de Misrata, querem é soldados da NATO a combater ao seu lado. Os ataques do regime contra esta cidade não páram e, esta quarta-feira, mataram dois fotojornalistas, Tim Hetherington e Chris Hondros.

Dois outros repórteres ficaram feridos.

O britânico Tim Hetherington trabalhava para a revista Vanity Fair. Foi distinguido no World Press Photo em 2007 e nomeado para os Óscares com o documentário “Restrepo” sobre o Afeganistão.

O americano Chris Hondros trabalhava para a agência Getty Images. Venceu vários prémios fotográficos e tinha sido nomeado para um Pulitzer pelo trabalho sobre a Libéria.

Guillermo Cervera, também fotojornalista, conta que estavam a trabalhar na rua Trípoli, uma das principais cenas de combates. Recuaram porque ficaram assustados com os combates e foi, nesse momento, que um roquete atingiu o grupo.

Entretanto, a situação humanitária continua a degradar-se nesta cidade de 300 mil habitantes.

Quinhentas toneladas de alimentos e medicamentos chegaram, esta quarta-feira, num navio da Cruz Vermelha, que vai resgatar mil pessoas de Misrata.

Aqui falta tudo: comida, medicamentos, combustível. As armas chegam a partir de Bengasi, compradas com dinheiro líbio ou dadas por “países amigos”, admitiu o líder dos rebeldes, recebido esta quarta-feira pelo presidente francês, em Paris.

A França, o Reino Unido e a Itália também vão enviar conselheiros militares para ajudar os opositores de Kadhafi.