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Japão: presidente da Tepco ouviu o que não queria

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Japão: presidente da Tepco ouviu o que não queria

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É, provavelmente, o segundo homem mais criticado no Japão, por estes dias.

O presidente da Tepco, operadora da central de Fukushima, deslocou-se pela primeira vez um centro de evacuação desde o desastre nuclear.

Uma visita onde foram poucas as cortesias:

“Pense naquilo que faria ser isto tivesse acontecido à sua família. Pense nisso enquanto tenta resolver o problema” refere um desalojado.

Outro pergunta: “É demasiado tarde. Não lhe perdoo mesmo que morresse.”

“Precisamos que ajude a isolar o reator nuclear” suplica um homem.

A Tokyo Electric Power é acusada de ignorar os avisos e de dar uma resposta tardia ao problema.

O presidente acredita que, depois disto, não vai ser fácil ganhar a confiança dos habitantes de Fukushima:

“Depois de ouvir estas pessoas, estou consciente que a relação de confiança construída durante anos desapareceu. Por isso, é fundamental reconstruir esta relação, ainda que isso leve tempo” afirma o presidente da Tepco, Masataka Shimizu.

O governo nipónico anunciou, entretanto, que vai disponibilizar 33 mil milhões de euros para a reconstrução das zonas atingidas pelo sismo e tsunami a 11 de março.

A verba suplementar, que completa o Orçamento para o corrente ano fiscal vai ser submetida ao Parlamento no final de abril.