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RSF condenam autoridades líbias pela morte dos jornalistas

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RSF condenam autoridades líbias pela morte dos jornalistas

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Os jornalistas que trabalham na Líbia estão profundamente chocados com a morte dos dois colegas.

Esta quinta-feira, várias dezenas reuniram-se junto ao centro de imprensa em Benghazi, onde exibiram fotos de mártires e de desaparecidos desde o início da guerra.

Tim Hetherington e Chris Hondros foram atingidos por tiros de morteiro quando se deslocavam num grupo na cidade de Misrata, na quarta-feira.

Um porta-voz do governo líbio afirma que “são tempos de guerra, que o acesso não pode ser completo nem livre e que há imensos riscos para os quais tinham chamado a atenção”.

Mas para o diretor dos Repórteres sem Fronteiras (RSF) “é muito claro que as autoridades líbias não querem jornalistas a trabalharem livremente no país, não querem jornalistas na Líbia que reportem com independência a situação”.

No ataque em que perderam a vida, Tim Hetherington e Chris Hondros foram mortos também sete civis líbios e um médico ucraniano.

No dia 13 de Março um jornalista da televisão Al Jazeera foi morto numa embuscada próximo de Benghazi e , na mesma cidade, no dia 19 de março, foi abatido a tiro o fundador do site Libya Al-Hurra.