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Kadafi quer tribos líbias em guerra

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Kadafi quer tribos líbias em guerra

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Fustigadas pelos ataques aéreos da NATO, as autoridades líbias decidem deixar o conflito de Misrata inteiramente nas mãos de civis.

Esta sexta-feira, o vice-ministro para os Negócios Estrangeiros, Khaled Kaim explicou a nova estratégia de Tripoli, afirmando que “se o exército não consegue resolver o problema em Misrata, então o povo de Karkouna, Bin Waled, Dawara e outras aldeias irão falar com os rebeldes e se eles não se renderem vão começar a combatê-los”. Ou seja, o objetivo é pôr as diversas tribos a lutar entre elas.

Misrata é, há várias semanas, palco de uma guerrilha urbana entre os insurgentes e as forças de Kadafi, que já fez centenas de mortos.

O anúncio surge no dia em que o senador norte-americano John McCain visitou a cidade de Benghazi, berço da rebelião líbia, onde se encontrou com os líderes rebeldes e deixou um apelo à comunidade internacional:

“Encorajo todas as nações e especialmente os Estados Unidos a reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT) como a voz legítima do povo líbio”. Podemos ajudar com o fornecimento de armas para os militares que lutam contra Kadafi”, afirmou.

A guerra ganha todos os dias novos contornos. Ontem entraram em funções os aviões não pilotados. Esta noite, Tripoli foi o alvo escolhido pelas forças da NATO.