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Militares juntam-se a protestos contra presidente iemenita

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Militares juntam-se a protestos contra presidente iemenita

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Vários militares juntaram-se aos manifestantes no Iémen que exigem a demissão do presidente Ali Abdullah Saleh.

Milhares de pessoas voltaram a concentrar-se na praça da libertação em Sanaa para protestar contra a corrupção e exigir reformas democráticas.

Face à vaga de contestação, o presidente Saleh acusou hoje a oposição de querer criar uma guerra civil no país, tendo apelado à juventude iemenita para criar um partido político para defender as suas exigências.

Saleh continua a recusar abandonar o poder antes do fim do mandato em 2013.

Para uma manifestante, “o único futuro do chefe de Estado passa pelos tribunais. Ele não pode permanecer no poder mais dois anos. Nós vamos continuar a manifestar-nos para mostrar que as mulheres estão ao lado da juventude que se manifesta nas ruas”.

Outro manifestante afirma que, “se deus quiser, Saleh vai abandonar o poder na próxima semana, nós vamos permanecer nas ruas, de forma pacífica, a juventude está determinada e Saleh tem os dias contados”.

A oposição realizou ontem a maior manifestação de sempre contra o presidente. Um cortejo de mais de quatro quilómetros de extensão ocupou a capital, face a uma contra-manifestação organizada pelos apoiantes de Saleh.

Vários países do Golfo propuseram, na quinta-feira, um plano de transição política de três meses que prevê imunidade judicial para o chefe de Estado, um ponto rejeitado pela oposição.

A repressão das manifestações contra o presidente já provocou mais de 130 mortos nas últimas semanas no Iémen.