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Repressão de manifestantes abre brechas no regime sírio

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Repressão de manifestantes abre brechas no regime sírio

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A polícia síria voltou a abrir fogo sobre os manifestantes pelo segundo dia consecutivo.

Pelo menos 12 pessoas foram mortas durante os funerais das vítimas dos protestos de sexta-feira, em várias zonas nos arredores de Damasco.

Segundo testemunhas vários franco-atiradores dispararam com balas reais durante o enterro de ativistas nas cidades de Douma e Izraa.

As organizações de defesa dos direitos humanos sírias falam de mais de 120 mortos nos últimos dois dias.

Uma repressão que começa a abrir brechas no regime, apesar das tímidas reformas anunciadas nas últimas semanas pelo presidente Bashar Al Assad.

Dois deputados de Deraa, um dos epicentros da revolta, apresentaram hoje demissão, em protesto contra a atitude do governo, depois da oposição ter convocado na sexta-feira as maiores manifestações de sempre no país.

Depois dos Estados Unidos, foi a vez da diplomacia francesa voltar hoje a condenar a violência cega e brutal contra os manifestantes.

Os protestos iniciados em Março, contra a corrupção e o nepotismo e em defesa de reformas democráticas, visam agora diretamente o presidente Assad.

O chefe de Estado rejeita demitir-se apontando o dedo a uma alegada “conspiração estrangeira para desestabilizar o país”.