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As vítimas esquecidas de Chernobyl


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As vítimas esquecidas de Chernobyl

Vinte cinco anos após o desastre de Chernobyl, a vida está longe de regressar ao normal na chamada zona de exclusão, 30 km em redor da central.

Se, oficialmente, o acidente nuclear provocou apenas a morte dos 31 trabalhadores e bombeiros, já a nuvem de radiação, que obrigou a evacuar mais de 70 povoações, terá contaminado mais de 5 milhões de pessoas.

A diretora do museu de Chernobyl, em Kiev, Anna Korolevska, mostra-se preocupada em com a situação das 800 famílias e cerca de 100 crianças que vivem atualmente na zona de exclusão.

“Trata-se de uma geração que foi exposta a pequenas doses de radiação durante um longo período. É por isso que é preciso investir não só num novo sarcófago para a central, mas também na descontaminação desta zona a pensar nesta população”.

A zona de exclusão está longe de ser uma terra de ninguém, em especial para os participantes no chamado “Tchernotour”, organizado pela agência de Olga Filimonova.

Só no ano passado, mais de 10 mil turistas pagaram cerca de 160 euros para fotografar a central, visitar a cidade abandonada de Pripiat (onde viviam mais de 35 mil pessoas) e almoçar na antiga cantina da central.

“Chamamos a isto o turismo do extremo ou uma visita ecológica. Mas não penso que seja adequado fazer publicidade deste tipo de visitas, uma vez que até hoje não sabemos qual o nível de radiação exato nesta zona”.

Outra incógnita prende-se com as consequências da radiação para a vida animal. Os cientistas registaram uma queda da biodiversidade e várias mutações genéticas em pássaros, insetos e flores.

Vinte e cinco anos após o acidente nuclear, a tragédia de Chernobyl está longe de pertencer ao passado.

Segundo a organização ecologista Greenpeace, mais de 400 mil pessoas deverão morrer nos próximos anos devido à exposição à radiação dentro e fora da zona de exclusão.

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