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Protestos contra o nuclear: a reação em cadeia de Fukushima e Chernobyl

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Protestos contra o nuclear: a reação em cadeia de Fukushima e Chernobyl

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“A radioatividade não conhece fronteiras”, o lema que juntou milhares de ativistas anti-nuclear, esta segunda-feira, na fronteira entre a França e a Alemanha.

Vinte e cinco anos após o acidente nuclear de Chernobyl, os manifestantes concentrados nos arredores de Estrasburgo, recordaram que o risco zero não existe.

Um ativista ironiza: “Há vinte e cinco anos, a radioatividade tinha parado nesta linha”.

Na época, Paris afirmava que a contaminação de Chernobyl não tinha atingido o país.

Na Alemanha, o aniversário do desastre na central ucraniana é marcado pelo reforço do movimento anti-nuclear após o acidente de Fukushima.

Cem mil pessoas exigiram o encerramento imediato das centrais alemãs, depois do governo ter anulado a decisão de prolongar o tempo de vida de 17 reatores.

Na Áustria, país oposto à energia nuclear, o chanceler Werner Faymann recordou durante uma manifestação em Viena que, “160 novas centrais foram construídas no mundo desde o desastre de Chernobyl”.

Um mês e meio após o incidente em Fukushima, o Japão assistiu também à maior manifestação de sempre no país contra a energia nuclear. Quatro mil e quinhentas pessoas desfilaram em Tóquio para pedir o encerramento imediato de todas as centrais do país.