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França e Itália defendem revisão do Tratado de Schengen

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França e Itália defendem revisão do Tratado de Schengen

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À procura de um entendimento sobre a vaga de imigrantes ilegais vindos do Norte de África, França e Itália defendem uma reforma no Tratado de Schengen.

Em Roma, à margem de uma cimeira bilateral, o primeiro-ministro italiano e o presidente francês pediram a Bruxelas para “examinar a hipótese de retomar temporariamente o controlo das fronteiras internas” dos Estados-membros.

“Falámos do Tratado de Schengen. Não queremos colocar em causa o acordo, mas em situações excecionais acreditamos que é preciso fazer alterações, sobre as quais decidimos trabalhar em conjunto”, disse Silvio Berlusconi.

“Queremos manter o Tratado de Schengen vivo, mas para isso é preciso reformá-lo”, acrescentou Nicolas Sarkozy.

De acordo com o porta-voz comunitário, a Comissão Europeia vai propor medidas para melhorar a cooperação no espaço Schengen e evitar que um Estado-membro tenha de lidar sozinho com situações deste género. A medida será conhecida no próximo dia 4 de Maio.

Enquanto isso, a zona da fronteira franco-italiana continua a servir de porto de abrigo para os imigrantes ilegais. O Governo italiano concedeu autorizações de residência temporária e em alguns casos até bilhetes de comboio para que os cidadãos possam deixar o país.

O espaço Schengen integra 25 países, permitindo a cerca de 400 milhões de pessoas circular livremente da Finlândia à Grécia, de Portugal à Polónia, sem terem de mostrar o passaporte.

Apenas o Reino Unido e a Irlanda decidiram manter-se fora do espaço Schengen.