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UE prepara-se para aprovar embargo à venda de armas à Síria

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UE prepara-se para aprovar embargo à venda de armas à Síria

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Os Estados Unidos e a União Europeia reforçam as sanções contra o regime sírio depois da repressão das manifestações de sexta-feira ter provocado mais 62 mortos.

Washington ordenou ontem o congelamento dos bens de vários altos responsáveis do regime, entre os quais Maher Assad.

O irmão do presidente comanda a unidade do exército responsável pelo violento cerco de Deraa, no Sul do país.

Para a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, “as sanções pretendem mostrar ao governo sírio que as suas ações não podem ficar impunes e que necessita de adotar medidas que correspondam às aspirações legítimas da população e que respeitem os direitos do seu povo”.

A União Europeia, por seu lado, chegou a um acordo para aprovar na próxima semana um embargo à venda de armas ao regime sírio.

Um analista constata, “uma política de dois pesos e duas medidas por parte da comunidade internacional. Se, por um lado, podemos lançar um ataque na Líbia, já na Síria, temos menos condições por optar por uma medida similar”.

A oposição síria apelou a uma nova semana de manifestações contra o que chama de “cerco do regime”.

Em Deraa, sitiada há uma semana pelo exército, pelo menos 35 pessoas foram mortas quando tentavam quebrar o cerco para distribuír alimentos à população.

O conselho dos direitos humanos da ONU aprovou ontem uma resolução para exigir a abertura de uma investigação à morte de mais de 500 manifestantes, desde o início dos protestos, em Março.