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Mundo reage com euforia e prudência à morte do líder da Al-Qaeda

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Mundo reage com euforia e prudência à morte do líder da Al-Qaeda

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O presidente afegão considera que a morte de Bin Laden é uma lição para para os Estados Unidos e para os talibãs.

Hamid Karzai diz que é tempo de Washington direcionar geograficamente a luta contra o terrorismo, que é como quem diz para o Paquistão, e pede aos insurgentes para que ponham fim aos combates.

“Esperamos que as atividades terroristas cessem com a morte de Osama Bin Laden. O mundo deve, também, compreender a mensagem que que temos vindo a repetir ao longo de todos estes anos: que a guerra contra o terrorismo não deve ser feita no Afeganistão, não deve ser feita na casa de civis inocentes, a bombardear crianças e mulheres no Afeganistão. A guerra contra o terrorismo deve ser feita num sítio próprio e seguro e não no nosso país. E hoje provou-se que temos razão” refere Karzai.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros Português já felicitou, numa nota, “o êxito da missão que exprime a determinação do povo americano e dos aliados em combater o terrorismo.”

O presidente turco, Abdullah Gul, fala de justiça:

“Isto prova que os terroristas e os líderes dessas organizações acabam por ser apanhados mortos ou vivos. A captura do dirigente da organização mais perigosa e sofisticada, de todo o mundo, deve servir de lição para todos. Eu estou muito contente.”

O chefe de Governo britânico reagiu com prudência à morte do líder da Al-Qaeda. David Cameron não descarta a possibilidade de represálias e diz que é preciso estar atento.

“A notícia foi muito bem recebida no nosso país. É claro que não representa o fim da ameaça terrorista com que nos deparamos. Creio, aliás, que devemos estar particularmente vigilantes nas próximas semanas, mas este é sem dúvida um grande passo” afirma o primeiro-ministro britânico.