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Osama bin Laden: percurso do inimigo público n.° 1

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Osama bin Laden: percurso do inimigo público n.° 1

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Em pouco mais de 10 anos, Osama bin Laden, um saudita outrora cúmplice dos interesses norte-americanos, tornou-se o inimigo público número 1 da maior potência mundial.

Entre o Paquistão e o Afeganistão o seu paradeiro continua a ser um mistério que o mundo quer ver desvendado.

Nada indicava que o jovem Osama se tornaria num símbolo do terrorismo internacional.

Nascido em 1957, no seio de uma família rica da Arábia Saudita, próxima da realeza, bin Laden começa a trabalhar na empresa de construção da família, aos 22 anos. Uma ocupação que durou pouco.

O chefe dos serviços secretos sauditas convida-o para organizar a ida de voluntários para o Afeganistão, os mujahidines, encarregados de combater as tropas soviéticas que acabavam de invadir o país.

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O islamismo crescia na região, em contrapeso com o marxismo. Com dinheiro saudita e americano, bin Laden constrói, pouco a pouco, a sua organização, assegurando a formação ideológica e militar dos combatentes. Mas para sauditas e americanos, a partida dos soviéticos, em 1989, põe fim ao objetivo comum.

Bin Laden quer ir mais longe. Nesta altura, dá-se a rutura A guerra do Golfo apressa o divórcio do saudita com o seu país natal. Em 1993, um atentado no World Trade Center provoca seis mortos. Bin Laden começa a ser suspeito.

Cinco anos mais tarde, os Estados Unidos acusam-no de ser o responsável pelos ataques às embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia, que fizeram 224 mortos.

Washington oferece cinco milhões de dólares a quem ajudar na captura de bin Laden. Em 1999, o saudita figura na lista dos 10 fugitivos mais procurados plo FBI.

O volte-face definitivo dá-se a 11 de Setembro de 2001. Dois aviões embatem nas torres do World Trade Center, matando milhares de pessoas. Os Estados Unidos e o mundo ficam em choque. Bin Laden e a Al-Qaida são automaticamente ligados ao atentado.

No entanto, o saudita não reivindica o ataque. Mas, alguns dias mais tarde, num vídeo divulgado à escala planetária, congratula-se e anuncia que os Estados Unidos colheram os frutos da sua política no Médio Oriente.

Noutro vídeo, alguns meses mais tarde, vemo-lo falar de uma operação com um dos seus homens: “Os nossos irmãos, que fizeram esta operação, tudo o que sabiam, era que iam numa operação como mártires. Pedimos que fossem para a América, mas eles não sabiam nada sobre a operação, nem sequer receberam uma carta. Estavam treinados e nós não revelámos a operação até estarem a bordo dos aviões”.

A resposta de George W. Bush foi imediata: “Quero-o, quero justiça. Há um poster do velho oeste que diz: ‘procura-se morto ou vivo’.”

Washington declara guerra ao terrorismo internacional, num pretexto para invadir o Iraque, e

e o mundo transforma-se, à sombra dessa luta.

O símbolo da guerra santa contra o ocidente consegue esconder-se mas não perde a oportunidade de aparecer em vídeos onde transmite as suas mensagens apocalípticas.