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"Futuro de Obama mais ligado à economia" do que a Bin Laden

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"Futuro de Obama mais ligado à economia" do que a Bin Laden

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A euronews falou com o jornalista TJ Winnick da estação televisiva ABC, a partir do Ground Zero, em Nova Iorque.

Robert Hackwill, euronews:
“Esta é a maior vitória dos Estados Unidos na guerra contra a Al-Qaeda. Qual é o sentimento que predomina – especialmente junto ao Ground Zero – com esta “importante conquista”, como lhe chamou o ex-presidente Bush?

TJ Winnick, ABC:
“Algumas pessoas aqui no Ground Zero sabem que este é um momento simbólico importante. Mas também o encaram de forma realista pois a morte de Osama bin Laden não significa o fim da luta contra o terrorismo. As pessoas sabem que há imensos discípulos que querem continuar a luta contra os Estados Unidos. Para o departamento de segurança nacional, agora, a maior ameaça são os radicais nascidos aqui, dentro das nossas fronteiras.”

euronews:
“No discurso à Nação, o presidente Obama sublinhou que se trata da vitória de um país que está a superar um mau momento. Esta pode ser a base principal da campanha para a reeleição. O calor do momento vai beneficiar Obama?”

TJ Winnick:
“Ainda não houve sondagens desde domingo à noite, por isso, é cedo para avaliar. A política externa tem sido considerada como um ponto fraco deste presidente. Mas devemos tirar lições de 1991 quando o antigo presidente Bush “pai” teve uma enorme onda de popularidade após o sucesso da primeira Guerra do Golfo. Pouco depois, foi derrotado por Bill Clinton que baseou a campanha na difícil situação económica da altura. Por isso, acredito que o seu destino está ligado ao destino da economia norte-americana.”

euronews:
“A guerra contra o terrorismo não implica, apenas, a luta contra o extremismo islâmico. Disse que há cada vez mais inimigos dentro do país e há braços da Al-Qaeda no resto do mundo. Acha que as pessoas vão pensar que este é o fim da guerra contra o terrorismo, que já se pode deixar o Afeganistão e que tudo vai regressar à normalidade?

TJ Winnick:
“Penso que a perceção das pessoas é que a morte de Osama bin Laden não significa o fim da luta contra o terrorismo. Nos últimos meses, os políticos têm vindo a reclamar a retirada dos Estados Unidos do Afeganistão e questionado o que é que estamos lá a fazer. O facto de se ter morto Bin Laden vai alimentar os argumentos de que o nosso trabalho já está terminado, que talvez devamos sair do Afeganistão e manter as distâncias, limitando-nos aos ataques com aviões não tripulados, e não continuar com tantas forças no terreno.”