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Jerónimo: senha de Obama para o sucesso

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Jerónimo: senha de Obama para o sucesso

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Quando pronunciou a senha “Jerónimo”, na Casa Branca, Barack Obama, deu luz verde à neutralização do inimigo n° 1 dos Estados Unidos.

Mas estava, além do mais, a ganhar uma batalha aos republicanos que, desde a vitória democrata o criticavam por falta de carisma como Comandante em Chefe.

Obama tenta fazer esquecer os fracassos do antecessor, o republicano George Bush, alguns dias apenas depois da remodelação da CIA e da Defesa.

A escolha de Panetta e de Petraeus foi feita, não apenas para reduzir o orçamento da Defesa mas, principalmente, para melhor coordenação entre os serviços secretos e militares.

Entertanto, o pentágono prepara-se para retirar as tropas do Afeganistão no próximo ano. daí a captura de Bin Laden ser importante para validar a estratégia anunciada por Obama.

Barack Obama:

“Vivemos este sentimento de união a seguir aos atentados do 11 de setembro. Estamos a recordar que é o orgulho que mantém esta nação na linha de realização dos objetivos, que estão para além da dos partidos e da política.

Tenho a verdadeira esperança que possamos tirar proveito desta união e deste orgulho nacional para enfrentar os enormes desafios que temos pela frente”.

A nível de política interna que o efeito “Jerónimo” é menor do que se esperava. A derrota nas eleições de novembro e o controlo dos republicanos no parlamento reduziu a margem de manobra de Obama.

Os resultados das presidenciais devem depender da evolução da economia e, principalmente, do desemprego, que está a aumentar e é o principal cavalo de batalha dos republicanos.

79% dos americanos festejaram a morte de Bin Laden, mas a festa não vai durar até à campanha de Obama, em 2012.

Na quinta feira, um dia antes do anúncio das estatísticas do desemprego, Obama vai reunir-se com as famílias das vítimas no ‘Ground Zero’ das Torres Gémeas. Talvez a balança do optimisto pesa um pouco mais para o lado democrata.