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Arte na presidência polaca da União

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Arte na presidência polaca da União

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Uma exposição de artes plásticas de autores polacos, modernos e contemporâneos, está patente, no Museu de Bozar, em Bruxelas.

Pretende assinalar a presidência polaca da União Europeia, que começa em Junho.

Sob o genérico de “O poder de fantasia”, a mostra documenta a exploração profunda do fantástico e do irracional, na arte polaca, como diz Zofia Machnicka, diretora, Instituto Cultural Polaco, em Bruxelas:

“A fantasia e o humor irracional desempenharam um papel muito importante nos artistas modernos e contemporâneos polacos e também nos artistas do passado”.

O pintor Wojciech Fangor foi um dos pioneiros da arte moderna, polaca, recodado por Magdalena Ziolkowska, curadora do Museu de Lodz:

“A pintura representa um grupo de pessoas de muitos contrastes, uma mulher internacional que tem óculos bonitos, acessórios e vestidos modernos, que bebe coca-cola, e conhece as cidades do ocidente. E o homem e a mulher que representam a visão do futuro de Polónia que são, ao mesmo tempo, os trabalhadores que estão a reconstruir Varsóvia e o resto do país, a partir das ruínas da guerra e que são também os mestres do futuro, o papel e o modelo, para ser seguido pela sociedade futura”

Tomaz Kowalski é uma figura destacada da chamada “arte nova”, polaca.

Os seus quadros, esculturas e instalações evocam o surreal, vagueiam pelo SEC IXX, com grafismos de seres humanos que se assemelham a fantoches ou deformados.

As funções da vida quotidiana são representadas por sistemas mecânicos absurdos:

“A intenção de Kowalski e dos artistas da sua geração era libertar a arte do leste, dos deveres impostos pela situação política. Libertá-la e descobrir algumas outras oportunidades da exploração”, diz um crítico de arte.

“O poder da fantasia”. Arte moderna e contemporânea polaca, para ver no Centro de Belas Artes de Bruxelas, a partir de 26 de Junho.