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Washington volta a condenar repressão na Síria

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Washington volta a condenar repressão na Síria

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Os Estados Unidos acusam o regime sírio de “barbárie” e denunciam uma “vasta campanha de detenções arbitrárias na cidade de Deraa”.

Os serviços de segurança transformaram o país numa “grande prisão”, dizem as organizações de defesa dos direitos humanos, que dão conta da detenção de mais de mil pessoas em três dias.

Há militares que começam a desertar, depois de terem recebido ordens para abrir fogo sobre homens, mulheres e crianças.

Um dos soldados que recusou disparar sobre a multidão testemunha:

“Não encontrámos um grupo armado como nos disseram, mas uma simples manifestação em que estavam a ser entoados cânticos de liberdade e palavras de ordem contra o regime. Ficámos surpreendidos pelas forças de segurança estarem prestes a usar armas de fogo para matar os manifestantes, incluindo crianças e mulheres em Harasta (cidade a norte da capital). Recebemos ordens superiores para abrir fogo sobre tudo o que se mexesse, mesmo sobre crianças e idosos. Mas quando nos aproximámos deles, deitámos fora as armas e foram esses homens e mulheres que nos protegeram. Porque quando os oficiais se aperceberam dispararam contra nós. Um dos meus colegas foi atingido no ombro, mas conseguimos escondê-lo.”

Também as crianças se juntam aos cânticos de liberdade e pedem o levantamento do cerco de Deraa. A cidade foi invadida por tanques militares há mais de uma semana e a Cruz Vermelha pede um acesso imediato para socorrer os feridos.