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Fukushima: equipas da Tepco entram na central

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Fukushima: equipas da Tepco entram na central

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Os funcionários da operadora da central nuclear de Fukushima entraram, hoje, pela primeira vez no edifício do reator 1, desde a catástrofe de 11 de março.

O objetivo: instalar máquinas de ventiladores para absorver a radiação do ar. Uma operação necessária antes de serem colocados os novos sistemas de refrigeração.

Ao mesmo tempo, o presidente da Tepco tenta restaurar a confiança dos japoneses, multiplicando, as visitas aos centros de apoio a deslocados.

As vítimas não escondem a indignação:

“Sempre disse que não podia haver um acidente.

Repetiu várias vezes que independentemente do terramoto, que não era possível haver outro desastre como Chernobyl. Isso significa que nos mentiu?” pergunta um homem.

“Quero apenas dizer que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance e quero pedir desculpa” afirma o presidente da Tepco.

Em Abril, a Agência de Segurança Nuclear do Japão

decidiu elevar o nível de gravidade do acidente nuclear de Fukushima para 7, ou seja, igual ao da Ucrânia, em 1986.

À crise nuclear soma-se a humanitária. O sismo e o tsunami provocaram pelo menos 15.000 mortos.

Centenas de japoneses voluntariar-se, entretanto, para ajudar a recuperar os corpos de milhares de pessoas que continuam desaparecidas.