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Médio Oriente: Acordo palestiniano divide o mundo

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Médio Oriente: Acordo palestiniano divide o mundo

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Em Gaza, milhares de pessoas celebram desde ontem o novo acordo de reconciliação entre os dois movimentos palestinianos, Hamas e Fatah.

O acordo, assinado no Cairo, prevê a formação de um governo que prepare eleições legislativas e presidenciais, no prazo de um ano.

O líder do Hamas, Ismail Hanyeh, apelou a todos os grupos militantes para que dêem uma oportunidade à paz:

“Não devemos ceder a qualquer chantagem política ou económica, que possa impedir essa reconciliação

e a concretização do objetivo nacional. Deixemos o inimigo declarar o que quiser, nós não temos qualquer relação com o ocupante. O relacionamento que temos é de luta e não de satisfação mútua”, disse.

Enquanto Hanyeh tenta convencer os mais radicais internamente; Mahmoud Abbas tenta convencer o mundo da boa fé do acordo, mas ouviu na Alemanha Angela Merkel dizer:

“Nós queremos a solução de dois estados. E é preciso trabalhar na solução de dois estados. Nós não acreditamos que passos unilaterais possam ser o caminho”.

Uma opinião completamente em dissonância com Sarkozy. O presidente francês revelou numa entrevista que a França pode reconhecer um estado palestiniano proclamado unilateralmente, se as negociações não avançarem até ao Outono.

Mas, em Paris, Benjamin Netanyahu voltou a dizer o que já todos sabem: “quem quer que fale de paz com Israel tem que reconhecer o estado de Israel como o estado do povo judeu. A paz será alcançada com um estado palestiniano desmilitarizado que reconheça o estado judeu como a nação estado do povo judeu”.

O pior é que para os palestinianos, reconhecer o estado judeu implicaria renunciar ao direito de regresso dos refugiados palestinianos e essa é uma das questões centrais do conflito.