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Reciclagem perigosa na China

Guiyu, na China, é considerada a capital do desperdício.

A cidade recebe aproximadamente um milhão e meio de toneladas de desperdícios, por ano.

De acordo com ecologistas, milhares de vidas correm risco de contaminação, pelos produtos químicos tóxicos que escapam dos aparelhos eletrónicos.

A Greenpeace-China diz que o perigo está generalizado a toda a população:

“Nos últimos anos, recolhemos provas que há componentes reciclados, em artigos novos, como telefones móveis ou brinquedos de criança. Esses novos produtos podem ser venenosos e afetar a saúde das pessoas”.

A maioria dos resíduos, na China, é tratada de forma rudimentar, para aproveitar salvados.

Estas más práticas libertam grandes cargas tóxicas, enquanto a taxa de recuperação de salvados é muito baixa.

Os ecologistas reclamam mais legislação:

“Em cada país, incluindo a China, os governos precisam de políticas mais rigorosas para o tratamento de resíduos. Precisam de dizer aos cidadãos como tratar o desperdício eletrónico. Mas também as empresas têm responsabilidades. As companhias não podem apenas assumir a responsabilidade da produção e das vendas. Devem igualmente ser responsáveis pelo tratamento dos seus produtos, depois da sua vida útil. Precisamos de políticas para regular essa actividade empresarial”.

A exportação de resíduos para países do hemisfério sul custa 10 vezes menos que o tratado interno.

Um relatório das Nações Unidas prevê que até 2020 o volume de desperdícios informáticos pode ser quatro vezes superior ao registado em 2007. África do Sul e India enfrentam o mesmo problema.

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