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Um empréstimo a 13 anos para recuperar a economia portuguesa

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Um empréstimo a 13 anos para recuperar a economia portuguesa

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“Duro e necessário” para a Comissão Europeia, “ambicioso e realista” para o FMI.

Os detalhes do plano de resgate da economia portuguesa, orçado em 78 mil milhões de euros, foram apresentados esta quinta-feira.

Um empréstimo a 13 anos, apoiado pelos principais partidos, mas que não entusiasma a população.

“Eu preferia não estar aqui para viver isto, tenho pena dos mais jovens”

“Alguém vai ter que pagar, e uma vez mais vão ser os mesmos de sempre”

Uma cura de austeridade que, no entanto, está longe de ser milagrosa.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, revelou ontem que a economia deverá continuar em recessão nos próximos dois anos e que o desemprego poderá atingir os 13% em 2013.

O FMI e a Comissão Europeia garantiram, no entanto, que o plano de resgate não deverá afetar os mais desfavorecidos. O programa não contempla medidas mais impopulares como reduções salariais ou o corte dos subsídos de férias e de Natal.

Jürgen Kröger, chefe da missão da Comissão Europeia, lembrou que, “na atual campanha eleitoral é preciso deixar claro que o próximo governo vai ser responsável por este programa e pela implementação das medidas previstas no texto”.

O plano de resgate deverá permitir a redução do défice público de 9,1% para 3% até 2013, através de medidas como a diminuição de trabalhadores na função pública (8 mil por ano até 2013), um corte nas despesas de saúde (550 milhões) e nas reformas acima de 1500 euros.

Para aumentar a receita, o programa preconiza medidas como o aumento do IVA e de alguns impostos (IMI, tabaco, automóveis), a privatização da TAP, EDP e REN, assim como o aumento das taxas moderadoras no serviço de saúde.

O plano de resgate terá de ser ainda aprovado pelos ministros das finanças da União Europeia. O porta-voz do comissário para a Economia, Olli Rehn, exprimiu também o desejo de que o programa seja aprovado pelo Parlamento, em especial a comissão permanente da Assembleia da República.